Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

 

Feliz Natal 2009 e um Próspero Ano Novo 2010


Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

 

PABLO: Uma Estrêla Perdida

* por Dr. Fortunato Da COSTA



Foi numa solarenta manhã, de um Domingo de Dezembro, em Asunción, capital do Paraguay, que conheci o Pablito.

Durante um almoço de amigos, algumas crianças corriam e brincavam alegremente, entre os típicos risos e gargalhadas estridentes que tanto as caracteriza.

Muitos anos mais tarde, recordamos esses momentos… os risos, as correrias, até as gritarias dos nossos filhos, com a alma marejada de saudade e com uma doce melancolia, por um tempo perdido que não volta mais.

Adoro crianças, a sua sinceridade, a alegria simples, o riso fácil. Quando vejo crianças, as minhas três filhas vêm-me ao coração e recordo-as como quando eram pequeninas, três lindas princesinhas, qual delas a mais encantadora e divertida. Doces anos que o tempo levou. Cresceram… agora, são três lindas e inteligentes Médicas e uma Arquitecta de que tanto me orgulho e me enchem de Felicidade.

Pois bem, nesta Paraguaya manhã dominical, enquanto olhava para os miuditos que corriam, verifiquei que um dos pequenos, corria com um ESTRANHO cuidado. Levantei-me, fui até ele e chamei-o. Ele parou, era o mais pequenino do grupo, um autêntico bonequito.

– Hola! Como te llamas? – Perguntei-lhe, em Espanhol, enquanto eu me sentava numa cadeira.

Ele olhou para mim, com um olhar meio maroto e disse, com uma pequena vozita:

– PABLO.

E aí, enquanto eu lhe mirava o rosto simpático, percebi a razão, do seu especial cuidado ao andar. O PABLITO tinha o olho direito fixado nos meus, mas o olho esquerdo não estava focado em mim, estava anormalmente virado para dentro, para o centro da cara.

– Onde está a tua mãe e o teu pai, Pablito?

– Eu não tenho pai e a minha avó está além – E apontou com o dedito para uma senhora que distante, falava com umas amigas.

Realmente, a falta de moral de certos homens e mulheres não tem classificação. Para os prazeres do sexo estão sempre dispostos, mas depois, abandonam os filhos ao “Deus dará” sem qualquer problema de consciência.

A principal razão da nossa existência é realmente procriar, gerar mais vida. Mas, a segunda, e mais importante que a primeira, é ajudar os frutos dos nossos desvaneios eróticos a crescer fortes e saudáveis, tanto fisicamente como moralmente.

Muitos não sabem, mas o segredo da Felicidade está, acima de tudo, em ajudar os nossos filhos e filhas a serem alguém de valor na vida. O orgulho que sentimos é tal que caminhamos mais Felizes e plenos de serenidade, para o final das nossas vidas. Sentimos que cumprimos o nosso dever, perante as leis da natureza. E, quem não percebe que tudo o resto é secundário, provavelmente, nunca encontrará a Felicidade.

Penso que é chegada a altura de a sociedade penalizar duramente este “hábito” que na América Latina assume proporções lamentavelmente catastróficas. Ao ponto de, por todo o lado, se verem crianças abandonadas, descalças, de tronco nu, calções rotos, alguns mal sabem ainda andar, pelas mãos de outros mais velhos, a perdir esmola.

Loiros de olhos azúis, morenos de olhos verdes, uma incrível mescla genética de crianças cuja beleza seria o orgulho do mais rico dos casais. Olhando para estas crianças, facilmente se compreende porque a América Latina detém o record de misses Mundo. Realmente a beleza da mistura racial entre os Povos do Planeta e os Índios Guaranis e outras éctnias nativas Sul-Americanas, elevaram a beleza humana a um pedestal inigualável (Paraguay, Argentina, Venezuela, Brasil, Colômbia, …).

– Pablo, hum! Quantos años tens Pablito?

– Quatro – disse ele já com um rosto tão triste que me fez doer o coração. Ele acabou por perceber que eu tinha descoberto a sua deformidade.

Aquele rosto de tristeza do Pablito foi, talvez, um dos momentos que mais me comoveu na vida.

Ficamos os dois, para ali, parados, a olhar um para o outro, sem saber o que dizer. Eu com uma dor de alma imensa e ele… frágil, sem pai, com quatro anos de idade e… Estrábico.

A muito custo contive uma lágrima e, em vez disso, fiz-lhe um espectacular sorriso, pelo qual ele se deixou contagiar.

– Pablito, vamos fazer uma coisa – E então tapei-lhe, com a minha mão, o olho que se fixava bem em mim.

Espantosamente, o outro olho que se encontrava desviado, fixou-se em mim. Ou seja, o Pablito começou a utilizar normalmente o olho defeituoso.

Repeti, novamente, o exercício tapando, com a mão, o olho direito e o Pablito focava bem com o olho esquerdo. E quando tapava o olho esquerdo, o Pablito focava bem com o olho direito.

Em seguida fui falar com a avó, a quem lhe disse que o problema do Pablito poderia ser fácil de resolver pois eu já tinha visto, em muitas partes do Mundo, crianças com uns óculos, onde uma das vistas está tapada e que é assim que se corrige este defeito.

Disse-lhe, também, que quanto mais depressa se iniciar o tratamento melhor, porque o Pablo ainda consegue focar, com a vista defeituosa, quando tem a outra tapada.

A avó chorou convulsivamente, em silêncio, alguns minutos quando lhe disse que gostaria de ser eu a pagar o tratamento do Pablito.

Assim, esta semana mesmo, vamos ao Médico Oftalmologista e depois comprar a armação de óculos para o Pablito iniciar a recuperação da vista.

Vou tentar, sempre que possível, mostrar-vos videos e fotografias do Pablito até ele se transformar no Senhor PABLO.

E, no meio de tanta tristeza, nesses milhões de coraçõezinhos orfãos de pais ou de mães, abandonados por esse Mundo, espero, sinceramente, que esta história venha a ter um final feliz.

Curiosamente, o Pablito, faz-me recordar uma outra história:

Um certo dia, estava um rapazito numa praia, onde o mar trazia, para a areia, centenas de estrêlas-do-mar.

Aquelas estrêlas-do-mar, depositadas na areia, estavam condenadas a morrer, por falta de água e pelo calor tórrido do sol.

O rapazito, ia pegando numa estrêla de cada vez e atirava-a para o mar, o mais longe que conseguia.

Entretanto, passou um homem que lhe disse: “Então tu não vez que isso é inútil? O mar continua sempre a atirar mais estrêlas, para a areia… nunca vais conseguir salvar as estrêlas todas!”

O rapazito olhou para ele e com muita calma pegou em mais uma estrêla:

- MAS VOU CONSEGUIR SALVAR ESTA!

E atirou com ela para o mar mais fundo, com todas as suas forças.

A Felicidade não se mede por aquilo que temos ou pelo que somos. A Felicidade, obtem-se pela quantidade de “Estrêlas” que salvamos e às quais damos vida e alegria.

Por isso, hoje, o Pablito é a minha Estrêla.

E você? Já encontrou a sua?

Asunción - Paraguay, 15/Dezembro/2009

* Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Cientista, Inventor, Hipnoterapeuta Hipnólogo Clínico Condicionativo, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net, pelo telefone: +(1)8052887333, ou pela morada: Av. 25 Abril, 22, 2-D, 2795-196 Linda-a-Velha, Portugal, Visite: Fitini.NET ConsultinG
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Mais um ano novo está chegando...

* por Sonia Jordão

Gosto do ar de otimismo de fim de ano, da esperança renovada, mas acredito no ditado popular que diz “Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, continuaremos obtendo o que sempre obtivemos”.

A pessoa que inventou essa história de ano novo era um gênio. Deu-nos a oportunidade de começar tudo de novo, de tentar fazer melhor do que fizemos no ano seguinte. Os seres humanos têm a opção de fazer escolhas, por isso precisamos aproveitar esse momento de planejar o novo ano fazendo as melhores escolhas, aquelas que podem trazer os mais saborosos frutos para nossa vida. É sabido que o que colhemos é resultado do que plantamos, por isso é preferível amar a odiar, perdoar a ofender, compreender a discordar, sorrir a chorar. Assim, provavelmente, colheremos amor, perdão, compreensão e sorrisos.

Muitas pessoas ficam esperando as oportunidades chegarem, mas para ser um verdadeiro vencedor é preciso também assumir riscos, realizar. Claro que com cautela, sem precipitações. Assim no próximo final de ano comemoraremos os resultados obtidos, não nos justificaremos como os perdedores fazem. Precisamos ver a passagem do tempo como uma conquista.

Também é preciso não se arrepender das coisas que deixamos de fazer. Por isso, tome a iniciativa, não espere muito, assuma. Não se omita. Faça, mesmo errando. Domine o comodismo, aprenda com os insucessos. Arrisque, para conseguir algo novo. Seja entusiasmado com a vida, acredite na sua capacidade de transformar a realidade. Não espere saber tudo para agir. A própria ação desenvolve o saber. Passe do plano das lamentações para o plano da ação.

Feliz Natal e um ano novo cheio de saúde amor, prosperidade e muitas realizações!

* Sonia Jordão é conferencista, consultora e facilitadora de cursos. Especialista em liderança com vasta experiência na área empresarial e acadêmica. Autora dos livros: A Arte de Liderar e E agora, Venceslau?. E-mail: tecer@soniajordao.com.br Site: www.soniajordao.com.br

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

 

Vida Associativa

* por Tom Coelho

A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e atua como agente transformador da sociedade.

“Quando dizemos que o homem é responsável por si próprio,
não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita
individualidade, mas que é responsável por todos os homens.”
(Jean-Paul Sartre)

Passamos por mais uma crise. Falo sobre a crise econômica mundial cujo início ficou registrado com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008. Vários países entraram em recessão, situação na qual tecnicamente ocorre redução do nível de atividade por dois trimestres seguidos. Contudo, no último trimestre, muitas nações conseguiram reverter este quadro, anotando crescimento em suas economias.

O fato é que falar em crise está sempre na moda. O assunto é garantia de audiência, habitando os noticiários de jornais, revistas e programas televisivos. Para alguns, é fato e não especulação, ilustrado por vendas em queda e desemprego em alta. Para outros, oportunidade ímpar e inesperada.

Em momentos como este o associativismo surge renovado como instrumento de apoio, mediação e promoção do desenvolvimento. Um bom exemplo são os próprios sindicatos de trabalhadores, outrora vinculados à proteção de direitos e garantias, atualmente envolvidos com a manutenção do emprego sob um ponto de vista macroeconômico e social.

Para as empresas, as associações também evoluíram de meras defensoras de interesses corporativos para um ambiente de troca de experiências, debate de ideias e busca de soluções para problemas que se assemelham independentemente do porte e área de atuação das companhias.

As associações representam um fórum legítimo para a discussão de temas relacionados ao universo das relações empresariais. Quando bem conduzidas, podem assumir uma postura de vanguarda e pioneirismo, reunindo especialistas de elevada qualificação para semear discussões e apontar caminhos para novas e instigantes questões.

A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e atua como agente transformador da sociedade. Adicionalmente, aprende que por mais restrita que seja sua agenda, é sempre possível conciliar seu tempo com atividades que não geram ganhos financeiros, mas que plantam sementes para a posteridade.

No entanto, o bom proveito ocorre quando a atuação é efetiva, ou seja, não se limita à mera formalização da afiliação por meio de uma ficha de inscrição e a obtenção de uma carteirinha ou crachá. Integrar-se à gestão é, inclusive, praticar a cidadania.

Por isso, procure participar! Você poderá escolher associações industriais, como os Centro e Federações da Indústria; associações comerciais, como os CDLs; entidades de classe, como a AAPSA e a ABRH; organizações setoriais, como a Fundação Abrinq e o Instituto Ethos; organizações não governamentais, sindicatos diversos e outros.

Este é um bom caminho para enfrentar um mundo que seguramente ainda presenciará muitas e muitas crises, as quais serão superadas com maior desenvoltura por pessoas e companhias com visão cooperativista e associativa.

* Tom Coelho é professor universitário, palestrante e escritor com artigos publicados por mais de 400 veículos da mídia em 14 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

 

A Venda Nasce no Planejamento

* por Paulo Araújo

Ouso dizer que a capacidade de planejar, é sem dúvida alguma, uma das maiores, senão a maior dificuldade do profissional de vendas.

Não por que faltam ferramentas que auxiliem nessa questão, mas por pura falta de conhecimento para fazer um simples plano ou de acreditar que isso dará certo.

Neste artigo desejo apenas ajudar ao vendedor, aquele que está diariamente no campo, a planejar melhor cada visita e assim melhorar seu desempenho junto aos seus clientes.

Perceba que seguindo o exemplo abaixo o vendedor tende a estar melhor preparado e muito mais focado no que oferecer ao cliente e assim fazer o que realmente importa.

Coloque a sua análise em uma simples planilha ou se preferir até no papel levando em conta os seguintes aspectos:

Data e nome do cliente - neste campo indique a data do planejamento e nome do cliente para futuras análises comparativas.

Concorrentes - coloque todos os concorrentes dos quais seus clientes já compra ou que pode vir a comprar. Assim você sabe com quem está competindo e quais são os pontos fortes e fracos de cada um.

Produtos que compra ou já comprou - liste todos os produtos que o cliente compra ou comprou de você por um determinado período e a sua quantidade. No mínimo liste as últimas três compras realizadas. A facilidade de acesso a esse tipo de dados depende do sistema de cada empresa, mas hoje é comum, no mínimo, o vendedor receber um relatório do que e para quem vendeu ao final de cada mês.

Preço - coloque ao lado de cada produto o valor pago por unidade ou o total do lote.

Potencial de compra mensal - agora aliado a fatos e números estime o valor que o cliente pode comprar mensalmente. Tome como referência o valor que ele já comprou e faça uma previsão realista e que possa ser atingida em um prazo máximo de seis meses.

Potencial de compra anual - essa conta é bem simples. Multiplique por doze o número que você definiu e assim você terá a estimativa de valor que o cliente, segundo seu estudo, pode vir a comprar de você.

Vendas reais acumuladas no ano - basta colocar o quanto o cliente já comprou de você neste ano no campo "Potencial de compra anual". Esse número é o total de vendas e não vendas por produto. Assim é mais simples, mas caso desejar você pode fazer por produto.

Gap em $ - nesta coluna você simplesmente diminui o valor da coluna "Potencial de compra anual" da coluna "Vendas reais acumulada no ano". Assim você visualizará a diferença de valores entre o potencial que o cliente tem de compra frente ao que você efetivamente vendeu. Nessa hora a gente leva cada susto!

Produtos do mix que não vendo - agora é hora de listar todos os produtos que o meu cliente não compra, mas que pode vir a comprar em um curto prazo de tempo. Muitos vendedores não trabalham o seu mix da forma adequada, porque foca o que vende mais, o que dá mais comissão, aquilo em que é expert ou porque esquece mesmo.

"Quem tem a informação tem poder!" Eu discordo deste pensamento. Na verdade "quem sabe usar a informação é quem tem o poder!"

Planeje suas vendas, prepare-se, foque sua execução e boas comissões!

* Paulo Araújo é palestrante de motivação e vendas e escritor. Autor de "Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira" - Editora EKO, entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

 

Sinais de Desmotivação

* por Tom Coelho

A desmotivação pode acontecer por falta de entusiasmo ou ausência de reconhecimento.
Aprenda a identificá-la e combatê-la.

“As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram
as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam.”
(George Bernard Shaw)

O entardecer do domingo oferece uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Você logo imagina o desconforto de levantar-se cedo e encarar um pesado trânsito – ou transporte público lotado – até sua empresa, onde reencontrará colegas com os quais mantém um relacionamento superficial, caixa de entrada cheia e reuniões intermináveis que parecem não levar a ações concretas.

Um almoço insípido, alguns telefonemas e uma eventual discussão podem completar uma rotina que se estenderá até a sexta-feira ou o sábado, quando finalmente a alegria se manifestará com uma pausa em suas atividades profissionais.

Se você se identifica com o cenário acima é porque sinais de desmotivação bateram à sua porta. Você se sente desanimado com tudo, sem notar que animus representa o princípio espiritual da vida, do latim anima, ou o sopro de vida. Assim, estar desanimado é estar sem alma, sem espírito, sem vida...

Basicamente, esta situação pode decorrer de um aspecto interno, a falta de entusiasmo, ou externo, a falta de reconhecimento.

A perda de entusiasmo é um processo endógeno, ou seja, inerente a você. Ela parte de dentro para fora e pode ser consequência de diversos fatores. Primeiro, de um trabalho desalinhado com seus propósitos, em especial missão e visão. Se a sua atividade não guarda sinergia com os objetivos que você determina para seu futuro, é natural que gradualmente o interesse se desvaneça, porque você não enxerga sentido no que faz.

Além disso, há que considerar a influência do ambiente de trabalho – coisas e pessoas. Uma infraestrutura inadequada, formada por equipamentos ultrapassados, que comprometem um bom desempenho profissional, associada a um clima de trabalho tenso em virtude de desarmonia com os colegas, certamente prejudicam seu estado emocional.

Outra variante possível é o que denomino de “síndrome da cabeça no teto”. Isso acontece quando mesmo dispondo de boa infraestrutura, clima organizacional favorável e atividade sintonizada com seus objetivos pessoais, a empresa mostra-se pequena para seu potencial. Neste contexto, você se sente maior do que a estrutura que lhe é oferecida e percebe que seu crescimento está ou ficará limitado.

Todas estas circunstâncias conduzem a um crescente desestímulo. A apatia floresce, o desalento toma conta de seu ser e o entusiasmo se despede. E quando remetemos à raiz grega da palavra entusiasmo, que significa literalmente “ter Deus dentro de si”, compreendemos a importância de cultivá-lo para alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Já a falta de reconhecimento é uma vertente exógena, ou seja, dada de fora para dentro. Em maior ou menor grau, todas as pessoas precisam de doses de reconhecimento. Aqueles dotados de uma autoestima mais elevada conseguem saciar esta necessidade individualmente. Porém, em especial no mundo corporativo, espera-se que nossos pares, e mais ainda, os superiores hierárquicos, demonstrem reconhecimento por nossos feitos, seja como identificação ou por gratidão.

Este reconhecimento pode vir travestido por um sorriso ou um abraço fraterno, congratulações públicas ou privadas, recompensa financeira ou promoção de cargo. Mas é fundamental que se demonstre, pois funciona como combustível a nos mover em direção a novas realizações, maior empenho e satisfação.

Em regra, note que aplacar os sinais de desmotivação depende exclusivamente de você. Em princípio, esteja atento para identificar estes sinais. Em seguida, procure agir para combatê-los. Isso pode significar mudar ou melhorar o ambiente de trabalho, buscar relações mais amistosas com seus colegas, alterar sempre que possível sua rotina, perseguir novos desafios, estreitar o diálogo com seus supervisores. E, num extremo, até mesmo mudar de organização se preciso for, planejando sua saída com consciência e racionalidade.

* Tom Coelho é professor universitário, palestrante e escritor com artigos publicados por mais de 400 veículos da mídia em 14 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

 

Verdades e Mentiras

* por Tom Coelho

Há circunstâncias em que, sim, cabem meias-verdades. Porque elas aliviam, em lugar de ferir. Porque elas podem confortar e promover a esperança. Uma verdade oculta não é uma mentira contumaz.

“Existem verdades que a gente só pode dizer
depois de ter conquistado o direito de dizê-las.”
(Jean Cocteau)

“Não existe mulher meio-grávida”.

Foi desta maneira que meu pai me ensinou que há situações nas quais inexiste o meio-termo. Ou é, ou não é.

Da mesma forma eduquei-me acreditando que a verdade também não admite interpretação dúbia. Como diria um provérbio iídiche, meia-verdade é uma mentira inteira.

Em tempos de crise de valores, quando a integridade, a idoneidade, a dignidade e tantas outras virtudes se despedem, tornando-se peças de museu, artigo raro seja na gestão pública, no mundo corporativo ou nas relações interpessoais, adotamos a verdade com vigor ainda maior. Primeiro, por princípio. E segundo, porque ela sempre vem à tona, cedo ou tarde.

Mas aí, como disse certa vez Luís Fernando Veríssimo, quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

Escrevi um artigo intitulado “A fragilidade da vida” no qual relato a experiência da descoberta de um câncer que acometeu meu pai. O fato nos foi revelado após exames para diagnosticar o que parecia ser um AVC (acidente vascular cerebral). E durante vários dias vivenciamos um dilema: os familiares sabiam que era um tumor maligno, enquanto meu pai imaginava tratar-se apenas de um breve coágulo no cérebro.

Quando penso em meu pai, sempre me vem à mente uma pessoa ativa, dinâmica, criativa e muito batalhadora. Com pouca instrução, teve a capacidade de promover grandes realizações em sua vida. Proporcionou estudo aos seus cinco filhos e jamais permitiu que algo nos faltasse. Domina a matemática de maneira invejável para muitos estudantes de nível superior. Porém, ao lado de tantos aspectos positivos, há um contraponto tenaz: um terrível hábito de cultivar o pessimismo em momentos de adversidade.

Este aspecto já nos distanciou algumas vezes. Chegamos a trabalhar juntos por alguns anos, mas a divergência entre nossas posturas era objeto constante de conflito. Perante uma vicissitude ou uma oportunidade, eu sempre acreditava que seria possível, que daria certo. Já meu pai partia do pressuposto de que o jogo estava perdido.

Conhecendo este padrão de comportamento eu sabia que o ideal seria omitir a verdade sobre sua doença. Afinal, a cabeça comanda o corpo, de modo que em seu período de maior debilidade física, o melhor seria fazê-lo acreditar que tudo era relativamente simples e passageiro.

Contudo, hospitais trabalham com protocolos médicos. E um deles determina que todo paciente deve ser esclarecido com franqueza sobre seu quadro clínico e o tratamento ao qual será submetido. Diante disso, o pneumologista sentenciou: “Ou vocês, familiares, contam a ele o que está se passando, ou contaremos nós”.

Minhas irmãs decidiram por consenso que esta tarefa caberia a mim. E dois dias depois lá estava a sós com meu pai, em seu quarto, ao lado de seu leito. Solicitei-lhe que se sentasse, por um instante, de frente para mim. Segurei-lhe as mãos e reproduzo a seguir um resumo do diálogo que sucedeu:

– Pai, você acredita em Deus?

– Sim, acredito!

– E confia em mim?

– Com toda certeza, meu filho.

– Pois então, seu problema é um pouco mais grave do que imaginávamos...

– Eu já sabia... Mas não me conte. Eu não quero ouvir! Não quero! (virando o rosto)

– Mas eu preciso lhe dizer, porque ou você ouve de mim, ou ouvirá dos médicos. Você está com um tumor no pulmão. É algo raro, ainda mais para quem, como você, nunca fumou. E o coágulo em seu cérebro é uma consequência deste tumor.

– Então estou liquidado...

– Pai, deixe de pensar assim! Há tratamento, há cura, e é por isso que você está aqui, num dos melhores hospitais do país e com ótimos especialistas.

– É verdade? Mas me diga uma coisa, meu filho: isso não é câncer não, certo?

– É pai. É câncer. Tumor e câncer são a mesma coisa. Pouco importa o nome que se dê, mas sim que a medicina está muito evoluída e que juntos vamos sair desta.

Após esta conversa, senti que sua aceitação foi muito positiva. As lágrimas que rolaram foram menos intensas do que se poderia esperar. Mas fundamentalmente notei que ele decidiu abraçar a luta pela vida, em vez de entregar-se à enfermidade.

Eu poderia ter lhe dito que o tumor é maligno. Que seu estágio é avançado, alcançando os dois pulmões e que o edema no cérebro é fruto de uma metástase, caracterizando a evolução da doença. Poderia ter lhe dito que os oncologistas trabalham com expectativa de vida e que a luta não é pela cura, mas pelo que chamam de sobrevida. Mas optei conscientemente pela omissão. E descobri que há circunstâncias em que, sim, cabem meias-verdades. Porque elas aliviam, em lugar de ferir. Porque elas não são um erro, nem tampouco um acerto, mas apenas o adequado. Porque elas podem confortar e promover a esperança. Uma verdade oculta não é uma mentira contumaz.

Nietzsche dizia: “Não pretendo ser feliz, mas verdadeiro”. Abro mão da verdade plena e da minha felicidade, para ver feliz quem amo.

* Tom Coelho é escritor, autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, além de professor universitário e palestrante. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

Domingo, Dezembro 13, 2009

 

Etapas da Venda: Follow-up

* por Paulo Araújo

Follow-up nada mais é do que dar prosseguimento, continuidade a um relacionamento seja ele comercial, profissional ou pessoal.

Mas a verdadeira tradução de follow-up no dicionário de vendas é PERSISTÊNCIA! Não existe bola perdida e as oportunidades muito mais do que serem aproveitadas devem ser criadas.

O objetivo maior em qualquer processo de follow-up é gerar FIDELIZAÇÃO por parte do cliente. Lembre-se que 98% das vendas NÃO são feitas na primeira visita ou contato e que a maioria das vendas é feita após o sétimo "NÃO".

Daí vem à importância de organizar o seu follow-up e, principalmente, criar um método que com o tempo irá se aperfeiçoando e lhe trazendo novos e melhores resultados. Vamos ver agora como fazer isso.

Faça o follow-up sempre citando o que é importante para o cliente. Nunca é demais repetir que o cliente compra pelas razões dele. No follow-up sempre comente as qualidades que o cliente citou na abordagem. Reforce positivamente a compra e a escolha do cliente.

Não entregue o ouro no primeiro contato. Não use todas as suas cartas logo no primeiro contato. Existem vendedores que tem a terrível mania de conceder todos os descontos possíveis e imagináveis em 5 minutos de conversa. Sempre deixe uma carta na manga. No follow-up você terá assunto e uma oferta irrecusável como, por exemplo: - Consegui aquele frete para o senhor!

Use o alto astral e bom humor. Sempre que entrar em contato com o cliente faça isso de maneira positiva e ilumine o ambiente. As coisas já não são fáceis e de gente mal-humorada o mundo está cheio. Aprenda a rir de si mesmo, não leve tudo tão a sério e faça com que o cliente sinta prazer e alegria em entrar em contato com você.

Demonstre disposição em ajudar e venda sempre os benefícios. Follow-up tem como objetivo fechar a venda? Sim, tem! Mas desde que isso ajude seu cliente em algo. Sua maior missão é contribuir para que o cliente fique feliz e satisfeito em comprar da sua empresa. O sucesso do cliente é o seu sucesso!

Evite promessas. Follow-up não foi feito para enganar ninguém e nada de prometer o que não se pode cumprir. O cliente perdoa erros, mas não perdoa mentiras e odeia ser enganado. Por pior que seja é melhor sempre falar a verdade do que criar situações constrangedoras.

Veja algumas dicas de como fazer um follow-up na prática:
* Logo após a prospecção envie uma carta de apresentação.
* Envie um e-mail de agradecimento quando fizer a venda.
* Marque na agenda as datas de retorno em caso de cotação.
* Responda a qualquer solicitação do cliente em menos de 24 hs.
* Ligue para ver se o produto chegou e como foi o seu desempenho no caso da primeira compra ou venda importante.

Ideias são muitas! O que é preciso é fazer, testar e ter o seu próprio método sempre respeitando a privacidade do cliente, os costumes da região, usando do bom senso e da boa educação. Não transforme o seu follow-up em algo desagradável e cuidado para não pegar a fama de vendedor chato que de tanto insistir perde o cliente. Ser persistente é diferente de ser teimoso, portanto, cuidado com os excessos e não perca as chances de fazer bons contatos com seus futuros e atuais clientes.

* Paulo Araújo é palestrante de motivação e vendas e escritor. Autor de "Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira" - Editora EKO, entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br

Sábado, Dezembro 12, 2009

 

A Fragilidade da Vida

* por Tom Coelho

Podemos sobreviver 50 dias sem comer, 100 horas sem beber água, 15 minutos sem respirar, mas nem um único segundo sem fé.

“No fim dá certo. Se não deu, é porque não chegou ao fim.”
(Fernando Sabino)

Quase cinco anos após o falecimento de minha mãe, estou de volta a hospitais. Meu pai teve o que parecia ser um AVC (acidente vascular cerebral), pois sofreu uma hemiplegia – paralisação do lado esquerdo do corpo (braço e perna).

Transportado por UTI móvel até um hospital em São Paulo, uma tomografia indicou algo pior. Não era um AVC, mas sim um edema oriundo de metástase de um câncer posteriormente identificado em seus pulmões.

Para quem jamais fumou um cigarro sequer, foi uma grande surpresa. Sabe-se que 85% dos casos de câncer de pulmão acometem pessoas com histórico de tabagismo. Portanto, restam outros 15%, grupo no qual meu pai foi laureado.

Mais intrigante ainda é que a doença não é recente. Embora não seja possível precisar seu início, pode-se depreender que vem se desenvolvendo há mais de dez anos! Isso me leva a rever drasticamente meu conceito sobre a funcionalidade dos check-ups convencionais. Acabo de descobrir que exames clínicos diversos e mesmo radiografias eventuais são insuficientes para sinalizar uma doença silenciosa e perversa como esta.

Ao longo dos últimos 30 dias temos vivido uma verdadeira maratona. Passamos por quatro hospitais, enfrentando uma burocracia invejável, digna do mais áureo período do militarismo em nosso país, para obter guias e autorizações. Todos os procedimentos são morosos e sua abreviação depende da insistência e do monitoramento permanente de nós, familiares, junto aos burocratas do sistema. A saúde, tal qual a educação, é um excelente negócio...

Enquanto isso, assistir a meu pai, em seu cotidiano, leva-me a reconhecer a fragilidade e brevidade de nossas vidas. Do alto de seus 68 anos de idade, um homem ativo e falante tem limitações e inquietações patrocinadas pela doença que o aproximam de um recém-nascido, fazendo-o demandar auxílio para movimentar-se, alimentar-se, higienizar-se.

Em paralelo, o tempo, que passa devagar num leito de hospital, convida à reflexão. Paciente e acompanhante são tomados por um senso de urgência e de valorização da vida. Lembranças que nos visitam a mente, memórias de pessoas e eventos, coisas que fizemos e deixamos de fazer. A sensibilidade floresce, de modo que basta ouvir a voz ou vislumbrar o semblante de quem se gosta para que as lágrimas inundem os olhos.

Não é por acaso que quando abordo o conceito das Sete Vidas, principio falando sobre a saúde. Sem integridade física e mental, todo o mais carece de significado.

Podemos sobreviver 50 dias sem comer, 100 horas sem beber água, 15 minutos sem respirar, mas nem um único segundo sem fé. A certeza de que faremos mais do que o possível, a segurança de que buscaremos todos os meios e recursos necessários, a esperança de que o bem vencerá o mal. E a confiança de que, no fim, tudo dará certo.

* Tom Coelho é escritor, autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, além de professor universitário e palestrante. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

 

A Canção da Terra

Autoria do Genial Michael Jackson

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

 

A Mais Longa Viagem

* por Dr. Fortunato Da COSTA

Se eu fosse um piloto de uma companhia aérea qualquer ou um Salesman (vendedor), como um Japonês chamado TOM que conheci no dia 5/Dezembro/2009 no voo da United Airlines de Bangkok para Tóquio, andar de avião seria o pão-meu-de-cada-dia.

Mas, não, não sou nem uma coisa, nem outra. Só, piloto a minha vida e vendo-me a mim mesmo. Sou, simplesmente, um Consultor de Tecnologias da Informação que executa Missões como Agente ao serviço do Banco Mundial, ou da Comissão Europeia, outras vezes para os Bancos Asiático ou Africano, Fundo Monetário Internacional, ou para a Associação de Bancos Comerciais Europeus, ou para as Nações Unidas, ou seja… sou uma espécie de Missionário dos Tempos Modernos que em vez de andar ao serviço da Santa-Cruz ou do Livro Sagrado (a Bíblia) actua como Agente Internacional especializado em Tecnologias da Informação e Telecomunicações.

Já uma vez, uma bela médica Egípcia, me perguntou se eu era Agente Secreto. Ao qual eu respondi que AGENTE talvez… aliás, todos os funcionários públicos são agentes do Estado e ela como médica hospitalar era, também, agente do ministério da saúde Egipcio. Mas SECRETO não, claro que não, só não posso é revelar o conteúdo das minhas missões, por sigilo Ético-Profissional. Ah! Ah! Ah! Agente Secreto?! Essa é boa… As pessoas inventam cada uma.

Pois bem… alguns meses atrás, fiz num mês, mais de 100 000 Km (cem mil kilometros) em aviões.

Durante 2009, estive numa missão para a Presidência da República do Governo do Paraguay e tive outra no Burundi para o Banco Nacional daquele País. Em Maio/2009 tive que executar mais duas outras missões, uma para o Governo da Síria em Damascus e outra para a SADC, a Comunidade dos 15 Países da África Austral, onde tive que desenhar a Arquitectura Telecomunicacional e dos Sistemas de Informação para integrar, em tempo real, os sistemas alfandegários de 15 nações africanas, entre elas a África do Sul, Moçambique, Angola, o Botswana, etc.

Naquela altura, saí de Asunción, Paraguay – via São Paulo no Brasil e Londres em Inglaterra – para Damascus na Síria. Terminada a missão em Damascus, regressei a Lisboa, via Cairo no Egipto.
Dois dias depois, saí de Lisboa para Bujumbura no Burundi, via Bruxelas na Bélgica.
Duas semanas depois, regressei de Bujumbura a Lisboa, via Bruxelas.
No dia seguinte, parti de Lisboa para Joannesburgo na África do Sul, via Paris em França e a seguir voei para Gaborone, a capital do Botswana. Onde executei duas semanas de missão.
Regressei novamente a Lisboa, saindo de Gaborone, via Joannesburgo e Paris.
Mais uma vez, no dia seguinte, parti para Madrid em Espanha, e voei para Buenos Aires na Argentina com destino final, novamente, Asuncion no Paraguay.
Se adicionarmos tudo isto, percorri, em pouco mais de um mês: 100 000Km!

Já uma vez, quando estive numa missão para a Comissão Europeia no Chade (durante a altura dos últimos ataques de rebeldes àquele País) tive de me deslocar ao Egipto, somente por causa de uma reunião de UMA HORA na Delegação da Comissão Europeia no Cairo.

Mas, surpreendentemente o meu “absurdo” record de kilómetros aéreos foi novamente batido entre o final do mês de Novembro e o começo do mês de Dezembro de 2009. Pois tive de me deslocar com urgência a Bangkok, por três dias, saindo de Asunción, no Paraguay e regressar uma semana depois.

Sabiam que não existem vôos da América Latina para Bangkok? Não?! Pois não!! E eu também não sabia.

De modo que no dia 28 de Novembro de 2009, Sábado às 18:00 saí de Asunción no Paraguay, para Buenos Aires na Argentina. De seguida para Washington D.C. nos Estados Unidos, depois para Tóquio no Japão para aterrar, finalmente, em Bangkok na Tailândia na Segunda-feira do dia 30/Novembro/2009 às 23H45Min: TRÊS DIAS DE AVIÔES, ou seja, fiz mais do que a volta ao Mundo.

Agora, estou de regresso. Saí de Bangkok para Tóquio, no Sábado dia 5/Dezembro/2009, novamente para Washington DC, de onde vos comecei a escrever estas palavras, neste organizado e limpo Aeroporto dos Estados Unidos. Dentro de duas horas parto para Buenos Aires e depois para Asunción.

Quando cheguei a Washington D.C. estava a nevar, pela primeira vez vi neve a partir do interior de um avião. Um manto branco cobria a pista, uma paisagem bonita de ver.

O aeroporto de Washington D.C. Dulles é um exemplo do respeito pelos passageiros anónimos que por lá passam. Existem higiénicos dispositivos gratuitos de água fresca para beber, por todo o lado: para os adultos e outro mais baixinho, ao lado, para as crianças ou para a terceira idade.

Depois, o Google associou-se à Boingo e oferece Internet gratuita aos passageiros. Os assentos também são corridos e pode-se dormr, ao comprido. Que mais pode pedir um passageiro vindo de Portugal, ou do Paraguay, ou do Bangladesh? Casas de banho com água quente, agua fresca para beber, dormida e Internet de borla? Se calhar eles, também, queriam uma Loira ou, elas, um Morenaço parecido comigo? Não?!...

Quando cheguei pela primeira vez aos aos Estados Unidos no dia 29/Novembro/2009, ia com uma fome danada, como sempre. Perguntei a dois polícias “Afro Americanos” bem nutridos, gente sábia e certamente conhecedora dos bons lugares dos prazeres da pança ;-) se sabiam onde se podia tomar o pequeno-almoço.

Sorriram e disseram:

– “Sir, walk with us” – Bolas, pensei, ainda agora cheguei e já vou preso.

Nada disso, levaram-me para um dos extremos (gates C) do aeroporto de Washington D.C. onde descobri um espectacular restaurante de sandes e tostas, chamado: POTBELLY.

Os próprios polícias foram-me dando sugestões e eu escolhi o que um deles pediu. Uma super-sandes tostada de ovo, com salsicha e queijo americano derretido e mostarda. Hum… Huuumm! MAAANNN…

E lá comemos o pequeno-almoço juntos, dois Afro Americanos e um Caucasiano Português – nos Estados Unidos agora é ofensivo utilizar as palavras preto, negro, ou branco para definir raças – eu falei de Portugal e do Brasil, onde gabei a nossa cultura, a colinária e as lindas mulheres Brasileiras; sobre a última parte, isso já eles sabiam. Quando lhes disse que um croissant no aeroporto de São Paulo custava US$5, um deles disse: “Those guys should be arrested!”.
Foi muito agradável e deram-me, também, os truques para eu poder passar mais 6 horas descontraídas, dentro do aeroporto.

O Povo Americano é uma simpatia, desde o mais simples trabalhador ao mais sofisticado empresário, são provavelmente o Povo mais encantador que conheci, claro a seguir vem o Tailandês e o Japonês, sem esquecer o super elegante e charmoso povo Argentino.

O café mais caro e maior da Starbucks (para aí um litro) no Aeroporto em Washington D.C. custa US$4,5! No Starbucks do aeroporto de Bruxelas custa US$12 (três vezes mais). Um croissant em São Paulo custa US$5 no aeroporto de Washington D.C. US$2 e no aeroporto de Londres também. Os preços de Londres e Washington D.C. são muito parecidos. Os preços nos aeroportos de Portugal e Brasil são uma loucura, refletem claramente a exploração desmesurada dos preços de aluguer ANORMAIS que têm de pagar para poderem lá ter os seus negócios.

A chegada ao aeroporto de Narita em Tóquio dá-nos a particular sensação de que tudo o que está nele é MADE IN JAPAN, desde o mais simples parafuso, ou rebite até às mais sofisticadas colunas de aço, ou dispositivos electrónicos, como écrans de televisão. A sofisticação, vai ao ponto de as sanitas das casas de banho, terem um painel de comando para regular a pressão e a temperatura com que queremos lavar e SECAR os nossos traseiros, depois de feitas as necessidades.

Em Tóquio, quando expliqei a uma Sueca que 10000 Yens eram para aí uns 80 Euros, ela quase que apanhou um ataque cardiaco, porque foi o que ela pagou por um pratinho de Sushi no aeroporto de Narita. Como ela era Loira, o efeito do choque foi mais lento, portanto o coração dela aguentou bem. Se fosse, por exemplo, uma Morena Portuguesa, certamente o chlique, o estertor e o berreiro seriam tais que não só morria ela de ataque cardiaco fulminante, como uns cinco ou dez de susto, por ali à volta. E, sem exageros, porque até fica mal brincar com estas coisas :-)

Por causa dos fusos horários, levei três dias de avião do Paraguay à Tailândia.

Na Tailândia, em três dias consegui fazer tudo o que tinha planeado. Sobretudo graças à gentileza das competentes funcionárias – a experiente Dra. USA NEE e a deliciosa Dra. PATTARA PORN – do Governo da Tailândia que não só me disseram, ao pormenor, o que tinha de fazer como ainda me preencheram todos os formulários que tinha de entregar em Tailandês, uma das Línguas Asiáticas que eu pouco falo, mas nada escrevo. Eu só tive que assinar os formulários que elas próprias me preencheram e imprimiram.

O regresso, foi pseudo-mais-rápido, pois, os fusos horários, agora jogaram a meu favor e assim, só levei dois dias a vir da Tailândia para o Paraguay.

No regresso pelo aeroporto de Washington D.C., lá fui novamente visitar o BARRIGUDO (Potbelly). A malta do Potbelly, quando me lá viu, uma semana depois, fizeram-me uma festa: “Olha o nosso melhor cliente Portunhol!”. Sim, porque para eles os Portugueses e os Espanhóis são a mesma coisa. Somos os tais GUYS (gajos) do BULLFIGHTING (Touradas).

Claro, não posso deixar de vos referir que a chegada ao aeroporto internacional de Buenos Aires é sempre inesquecível, é uma alegria para os nossos olhos. Elas são tantas e tão lindas que o aeroporto parece mais um festival internacional de misses Mundo. Uma simples qualquer vendedora ficaria bem como miss Beira-Baixa, ou miss Estremadura. Já não digo miss Rio de Janeiro, porque aquilo, por lá, é também outra estratosfera em termos de beleza Mulheral? Ou Mulheril? Fico sempre embaraçado… perdão baralhado… Embarasado é grávido em Espanhol ;-)

Pois bem, numa semana fiz duas voltas ao Planeta Terra, ou seja mais de oitenta mil kilómetros (80 000Km). E, sinceramente, espero nunca mais ter de voar tantos kilómetros numa só semana.

Para mim, andar de um País para outro em aviões, hóteis, resorts, restaurantes, piscinas, são parte do meu trabalho, são o meu dia-a-dia. Há muito que todas estas actividades nómadas deixaram de me dar aquele prazer, por que tanto ansiamos.

Realmente… o espírito de contradição acompanha-nos toda a vida – alguns, até dizem que isso é a prova de que somos eternas crianças – pois, queremos sempre o que não temos e sonhamos, melancolicamente, com o que já perdemos.

Sabem quais são as minhas Férias de Sonho? É estar nos TOULÕES, uma simples aldeola no profundo da Beira-Baixa Portuguesa junto da Espanha, sem nada para fazer, sem Internet, sem telemóvel, sem televisão a comer umas RABANAS de tomate com pão Beirão feitas pela minha mãe e depois uma melancia, ou a falar com o TÓ DA TI MARI LOPES, ou com o CHICO CALIBRANCA, enquanto bebo um café numa das nossas castiças tabernas Touloneiras.

Claro que existem outras diversões, como contar formigas, subir às árvores e comer fruta fresca, espantar galinhas (quando se consegue agarrar uma chama-se caçar galinhas), atirar umas pedradas “de raspão” ao galo do vizinho que nos acorda às 5 da manhã, entre outros prazeres que só os sabidos entendem. E… aquele Silêncio… que saudades do Som do Silêncio dos Toulões – lá materializa-se o “The Sound of Silence” dos Paul Simon & Garfunkel – um silêncio tão absoluto que até os ouvidos doem de nada se ouvir.

Ah! E, já agora, aproveito para vos pedir um favor: Nunca digam nada disto ao nosso antigo Presidente da República Dr. Mário Soares senão – devido ao prazer que ele tem por viajar – ainda se vai querer, também, tornar num Consultor Internacional de Tecnologias de Informação e lá vou eu perder os meus records de milhas aéreas.

Asunción - Paraguay, 8/Dezembro/2009

* Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Cientista, Inventor, Hipnoterapeuta Hipnólogo Clínico Condicionativo, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net, pelo telefone: +(1)8052887333, ou pela morada: Av. 25 Abril, 22, 2-D, 2795-196 Linda-a-Velha, Portugal, Visite: Fitini.NET ConsultinG

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Sábado, Novembro 28, 2009

 

Ex-Ministra da Saúde da Finlândia critica Vacina da Gripe A ou H1N1

A Dra. Rauni Kilde, Ex-Ministra da Saúde da Finlândia critica a Vacina da Gripe A (Suína ou Porcina ou H1N1) e afirma que não se deve tomar porque é um perigo para a Saúde Pública Mundial!

Por outro lado ela afirma que o objectivo final, para além do negócio das farmacêutica com a vacina da Gripe A, pode ser também a redução da população Mundial em dois terços, 2/3.

E... nós por cá? Andamos a vacinar tudo e todos. Será que somos estúpidos? Ou isto da vacina é mais uma boa negociata para alguns? Provavelmente as duas coisas...

Realmente, somos um País de Ignorantes até à Medula... será que a Maitê Proença tem razão?


Sexta-feira, Novembro 27, 2009

 

Hitler reage à reportagem de Maitê Proença em Portugal


Terça-feira, Outubro 13, 2009

 

Maitê Proença, Faço e Digo Tudo!



Maitê Proença


Faço e Digo Tudo! A Qualquer Hora!

Vem SiôÔÔ... tôôô te esperaaando...

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

 

Operação Pandemia da Gripe


Quarta-feira, Setembro 09, 2009

 

Políticos Brasileiros e Portugueses, distantes, mas tão iguais


Segunda-feira, Julho 20, 2009

 

Anarquia Institucional

* por Tom Coelho

Entre escândalos e desmandos, procura-se a virtude na gestão pública.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
(Rui Barbosa)

Foi na obra O espírito das leis, datada de 1748, que Charles Louis de Secondat, o Barão de Montesquieu, apresentou sua “Teoria da separação dos poderes” utilizada para respaldar a maioria das constituições liberais.

Ao poder Executivo cabe a função de administrar a coisa pública. Ao Legislativo, criar, extinguir ou modificar leis e fiscalizá-las. E ao Judiciário, julgar, sempre buscando dirimir conflitos de interesses.

Para limitar a autonomia destes poderes, o pensador francês sugeria um mecanismo de freios e contrapesos, por meio do qual um poder controlaria o outro, com o intuito de restringir atos despóticos e tirânicos. “Só o poder limita o poder”, dizia ele.

Assim, atuando com independência, porém em sinergia, os três poderes seriam responsáveis pela manutenção da ordem e pelo bom funcionamento do governo.

Contudo, o que temos notado em nosso país é a descaracterização destes princípios. Assim, vemos o Executivo legislando, mediante a edição das nefastas medidas provisórias, outorgadas pelo presidente da República.

Embora não sejam leis, uma vez que serão apreciadas posteriormente pelo Congresso, apresentam força de lei, com efeito imediato após sua publicação. Apesar da emenda constitucional 32/2001 limitando a abrangência deste tipo de instrumento, sua utilização permanece tenaz, lembrando seu berço político, os decretos-lei do período militar.

O Legislativo, por sua vez, não tem feito nada além de instaurar Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPIs, que embora sejam de sua atribuição constitucional, não deveriam figurar como prioridade ante a premência de reformas no plano tributário, previdenciário e político, para dizer o mínimo.

Finalmente, quanto ao Judiciário, o que temos é uma instituição distante da sociedade, marcada pela morosidade processual e por comandar a cadeia de reajustes no funcionalismo a partir do princípio da isonomia salarial. E que ficou em evidência recentemente graças às discussões envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa.

Nossos três poderes representam hoje o que há de mais retrógrado em termos de gestão pública. Não é por acaso que haja espaço para mensalões, farra com passagens aéreas, residências funcionais, aviões fretados, verbas indenizatórias, semana de trabalho com três dias, lobbies, propinas, favorecimentos, nepotismo, atos secretos e que tais.

Montesquieu dizia que o princípio de uma monarquia deve ser a honra; de um despotismo, o medo; e de uma república, a virtude. Na República Federativa do Brasil, onde está a virtude?

* Tom Coelho é escritor, autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, além de professor universitário e palestrante. Contatos através do e-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br

 

Terceirização em Vendas

* por Paulo Araújo

Nos últimos anos terceirizar foi uma das técnicas mais utilizadas pelas empresas do país e do mundo. Alguns usam o termo outsourcing - a palavra traduzida do inglês significa terceirização -, mas para evitar acaloradas discussões sobre o assunto vamos entender neste texto que terceirizar significa transferir para outros algumas atividades, visando diminuir custos e aumentar a eficiência. Já a atividade de outsourcing entendo como terceirizar mão-de-obra no exterior, estratégia que os americanos em especial fazem com excelência.

Terceirizar tem sido a saída encontrada nas mais variadas áreas e atividades; e não há nada errado em contratar uma prestadora de serviço para fazer algo que não seja o seu foco. Mas em especial a pergunta que faço é: Vale a pena terceirizar a sua equipe de vendas?

É claro que cada caso é um caso e não existe uma resposta definitiva sobre o assunto, mas quero compartilhar algumas experiências sobre o assunto. Nos casos que vou relatar não irei revelar a identidade das empresas para preservar as suas estratégias.

Recentemente fui chamado para realizar um evento para uma grande empresa da área financeira e todos os vendedores eram terceirizados, trabalhavam no mesmo local e como não tinham os salários e benefícios, nem de longe, parecidos com seus pares que eram ligados diretos a empresa o clima de desmotivação era geral. Os gestores não conseguiam cobrar as metas da equipe terceirizada porque não tinham uma relação chefia-subordinado bem definida e quase tudo acontecia só na boa vontade de um ou outro funcionário terceirizado que na verdade fazia de tudo para ser efetivado. A rotatividade era altíssima e mês a mês a participação no mercado diminuía. Como a decisão de terceirizar havia sido tomada pela matriz que fica no exterior a direção nacional não tinha como romper o contrato de uma hora para outra e contratar uma equipe própria.

Em outro caso uma empresa de serviços rompeu o contrato com a terceirizada e contratou todos os ex-funcionários terceirizados o que gerou uma enorme satisfação. O impressionante foi que o atendimento melhorou significativamente em poucos dias, os processos foram melhorados, mas o maior diferencial foi o novo canal de comunicação que se abriu entre os gestores e os novos funcionários. Neste caso ficou claro que a empresa tinha de optar entre a redução de custos com a folha de pagamento ou a satisfação do cliente. Acertou em ficar com o cliente.

Em resumo, o que sua empresa não deve deixar de pensar, caso pense em terceirizar suas vendas, é realmente detectar se o grau de comprometimento será tão grande quando o de uma equipe própria. Determinar o poder de cobrança que você terá sobre a equipe terceirizada, a capacidade e responsabilidade de treinar e desenvolver deve estar bem definida e o principal: não caia na ilusão de que qualquer um pode vender o seu produto tão bem quanto você. Caso sua vocação seja industrial encontre um parceiro de negócios onde possam juntos desenvolver uma cultura própria e um eficiente método de vendas.

Terceirizar pode ser um tiro no próprio pé no caso do processo de vendas e atendimento não ser dos melhores. Reconquistar o cliente e pedir uma segunda chance ao mercado é sempre mais caro e também um dilema que sua empresa não precisa em tempos turbulentos.

* Paulo Araújo é palestrante de motivação e vendas e escritor. Autor de "Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira" - Editora EKO, entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br

 

E agora, Lívia? – Desafios da liderança

* por Sónia Jordão

Imagine uma tragédia. Algo capaz de mudar completamente sua vida. É assim com Lívia, personagem deste emocionante romance corporativo. De um dia para outro, ela assume novas e grandes responsabilidades, além de enfrentar diversos desafios.

O que parecia o fim transformou-se no começo. A vontade de manter vivo um sonho, um investimento e, principalmente, a dedicação de anos de seu pai faz com que Lívia assuma o comando de uma grande organização.

Cercada por colaboradores desmotivados, com uma dívida da qual desconhecia e a certeza de que não estava preparada para tanta responsabilidade, ela ainda se depara com preconceitos dentro da organização. O fato de ser jovem e mulher fez com que ela fosse desacreditada por alguns.

Lívia decide pedir ajuda. Com o apoio de um consultor empresarial e as lições de seu pai, o árduo caminho foi percorrido. O segredo? A utilização da liderança como principal instrumento gerencial que “despertou a força e a energia interior das pessoas”.

A desconfiança e a insegurança de alguns não foram fortes o bastante para desviá-la de seu ideal. Pelo contrário, formam essas forças contrárias que permitiram à Lívia perceber que o trabalho em equipe e a valorização de cada profissional são fundamentais para alcançar seus objetivos e obter sucesso.

O que temos aqui é mais do que a transformação de uma universitária em uma grande empresária, vemos a construção de um líder. É não só o resultado de um investimento de dedicação do pai – um executivo bem sucedido que deixa exemplos num sem-número de ações de resultados – como também o esforço da personagem em conhecer e assumir o papel de liderança que lhe é exigido por força das circunstâncias.

Com a leitura deste livro, você aprenderá que na adversidade também é possível crescer e alcançar o sucesso, e que todo crescimento exige esforço, dedicação, planejamento e escolhas.

* Livro de Sónia Jordão: “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”
Número de páginas: 112 - Editora: Tecer - Valor: R$ 17,00
Outras obras da autora: “A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado” (3ª edição) e “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”.

 

Humberto Delgado e Olivença

por António Marques

O nome do General Humberto Delgado foi proposto, por várias entidades regionais e nacionais, para a nova Ponte da Ajuda, entre Elvas e Olivença, aquando da sua inauguração em Dezembro de 2000.

Porém, face à oposição do Estado que administra Olivença, as autoridades portuguesas conformaram-se como lhes é habitual e não deram seguimento à proposta. Passados nove anos é altura, sem tibiezas que nos envergonhem, de retomar a iniciativa e dar o nome do «General Sem Medo» à ponte que reaproximou as duas parcelas de território alentejano e português.

A ligação de Humberto Delgado ao Alentejo era das mais profundas, tal como o era à alentejaníssima Terra das Oliveiras, ele que foi co-fundador do Grupo dos Amigos de Olivença e seu dirigente nos anos 50 e que, por amor à Liberdade e com o desassombro que lhe era conhecido, se levantou contra o regime de Salazar. Atraído à cilada de Badajoz, foi morto já no termo de Olivença - onde decerto aceitara deslocar-se por acreditar que ali obteria apoio dos portugueses oliventinos - e, já cadáver, a caminho de Vila Nova do Fresno, cruzou todo o território oliventino que tanto amava.

Havendo grandes alentejanos e regionalistas que muito têm contribuído para o restabelecimento da ligação de Olivença a Portugal, não haverá outro português que mais dignifique, com o seu nome, a nova ponte e a especialíssima relação histórica e cultural entre aquelas duas margens do Guadiana: a de Elvas, sentinela sempre viva da Portugalidade e a de Olivença, terra alentejana e portuguesa roubada ao nosso convívio.

Tendo presente a especial delicadeza de tudo o que se reporta à relação de Olivença com Portugal, as manifestas implicações político-diplomáticas que rodeiam o caso não podem ser impedimento eterno à atribuição de nome à nova Ponte. Que se pronunciem as instituições locais e que se ouçam as populações de ambos os lados do Guadiana. Enfim, escutando-se a Cultura, a História e as vozes dos antepassados de todos, sustente-se um nome, o do General Humberto Delgado, para a Ponte que reabriu a Olivença as portas de Portugal.

 

Príncipe põe deputado no olho da rua do Principado

* por Principe Renato Barros

No passado dia 13 de Junho de 2009 a ilha vizinha ao Principado numa nova atitude provocatória fez se explodir por dinamite colorida para alegrar a tristeza do seu povo. Obvio que esta provocação alegórica é vista do nosso estado e consequentemente algum povo português vêm até aqui ver o modo como se pode queimar dinheiro em abundância.

Não convidamos ninguém e colocamos apenas um cidadão nosso a exigir um euro ou um dólar a quem quisesse ver como se enganam os pobres de espírito e como alguns ficam ricos com tal esplendor.

Decorria tudo normalmente quando inesperadamente um conhecido deputado á Assembleia da República Portuguesa se recusou a pagar um euro para entrar em território estrangeiro e de modo arrogante disse para um dos servos do príncipe:

Não sabe quem sou, sabe com quem está a falar?

Como os meus servos só conhecem um soberano o PRÍNCIPE e estão instruídos para a qualidade de má educação de algum povo rude da ilha vizinha, sobretudo o politico o que nos tem roubado em nome dos portugueses pacíficos.

Por uma questão de cortesia ainda informaram o referido senhor alto e magro que supostamente o Estado português tem mesmo ali ao lado um outro forte só que na entrada diz Consumo mínimo 250 euros e que ali era UM EURO UM DOLAR UMA LIBRA OU UM REAL.

Os servos do príncipe estão instruídos para em circunstância alguma utilizar a força e assim deixaram o referido senhor alto e magro passar, assim como todos os que o acompanhavam.

Ao chegar ao Estado fui informado pelos serviços secretos do Principado deste triste acontecimento e de imediato desloquei-me ao Pico mais alto do Principado onde aguardavam o fogo de Portugal os pagantes e os caloteiros.

Os pagantes ficaram os caloteiros foram todos para a rua.

Obviamente e num sentido de Estado o referido deputado saiu e informou todos os outros caloteiros que iria chamar a policia portuguesa o que o fez á frente de todos.

Depois de alguma contestação da parte dos outros caloteiros informei-os que aquele senhor alto é uma autoridade em Portugal e que havia chamado a polícia pelo que aguardassem pois o papel do deputado é defender o povo.

Assim fui solidário com todos os caloteiros e vi o rebentamento dos euros transformados em dinamite á cota 14 do Principado.

A música que acompanhou este festival foi um grupo de jovens a fazer questões sobre o principado e sobre o príncipe ou seja valeu por uma aula de história, perguntas e respostas de surpresa, outras de ignorância e outras de ridicularização por esta história

Terminado o espectáculo a Polícia portuguesa nunca compareceu ao local.

Todos ficaram surpreendidos quando o referido senhor se foi embora também não esperando pela chegada da PSP, que todos o ouviram chamar AS AUTORIDADES portuguesas e abandona-os que esperavam não um esclarecimento mas saber da veracidade de terem sido expulsos.

Como disseram afinal você tinha razão quando ouvimos o homem a chamar a polícia de pois de nos disser que ele era uma autoridade e agora vai-se embora, afinal isto de ser deputado chama a PSP e vai-se embora é uma TRETA.

O príncipe também chamou e até hoje a PSP ainda não apareceu.

No final o príncipe convidou todos os pagantes e caloteiros a visitarem o forte e a verem “in loco” uma cópia da Carta Regia da qual comprova a alienação do Rei de Portugal daquela ilha. No final todos agradeceram a visita e numa atitude pedagógica, reparamos em alguns olhares dos visitantes que afinal estão a ser enganados pelos portugueses e pelo poder politico a não dizer a verdade, sobre esta ilha que Portugal vendeu.

Saliente-se o facto de no fim do fogo 2 dos visitantes caloteiros insistirem em quererem deixar um donativo ao forte pelo modo como estamos ser ocupado pela força dos portugueses. Outros deixaram os seus contactos e assinaram o livro de honra do Principado

* por Principe Renato Barros, do Principado do Ilhéu da Pontinha
www.fortesaojose.com

Sexta-feira, Maio 22, 2009

 

Elefante come no Coffee Shop FitiniCAFE.com em Bangkok

* por FitiniCAFE.com em Bangkok

 

Advogados-1 x Jornalistas-0

* Video no servidor Youtube.com sobre o Jornal Nacional da TVI

Quinta-feira, Maio 21, 2009

 

El e-Trámite es la unidad del e-Gobierno

* por Dr. Fortunato Da COSTA
Palácio de la Presidência de Paraguay
( Palácio de la Presidência de Paraguay )

Los Trámites, o los Procesos administrativos, de una administración pública son la génesis de las grandes burocracias.

Cuanto más complejos y morosos son los Trámites, más gigantesca y aberrante es la burocracia de un País.

Vejamos…

Simplificación del Trámite:

Simplificar no es solamente eliminar, o agilizar tareas.

Simplificar no es tener la misma información repetida por todas las diversas entidades relacionadas con el trámite, tan poco es muy útil, del punto de vista del trámite, de tener múltiplas entradas y salidas, en múltiplos libros de entradas y salidas de expediente.

Simplificar es sobretodo, si posible, hacer las diversas tareas del trámite al mismo tiempo, saber y participar en el estado de su evolución en tiempo real.

Pro-Actividad:

La pro-actividad es un factor decisivo: pues los participantes son llamados a desarrollar sus actividades porqué el sistema de información así lo decide, en función del trámite, y no en función de la voluntad de los usuarios (sistemas pasivos).

Esta realidad, solamente es posible con el e-Tramite.

e-Trámite:

La verdadera fuerza del e-Tramite es su Omni-Presencia: el puede estar en todo el lado al mismo tiempo, desde que tengamos el derecho legal y los medios informáticos para acecharlo.

e-Trámite significa acceso en tiempo real à la información más actualizada.

Con el e-Tramite, desde que viable, es posible de hacer todas las tareas de un mismo trámite al mismo tiempo. O sea, las tareas no necesitan más de ser hechas de una forma secuencial o en serie, con toda la morosidad temporal resultante.

Para eso, e-Tramite significa, también, simplificar y reducir la cantidad de recursos informáticos y de servidores centrales en la administración pública, evitando tener la misma información repetida por todas las computadoras centrales de las diversas entidades relacionadas con el trámite.

e-Gobierno:

Es importante recordar que en un País no tenemos tantos gobiernos cuantos ministerios, tenemos solamente UNO.

Y que el e-Trámite, se puede considerar, la unidad informática de un e-Gobierno. De su suceso individual depende un e-Gobierno colectivo.

Palácio de la Presidência de Paraguay
( Palácio de la Presidência de Paraguay )

Asunción - Paraguay, 21/Mayo/2009

* Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Cientista, Inventor, Hipnoterapeuta Hipnólogo Clínico Condicionativo, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net, pelo telefone: +(351)966377939, ou pela morada: Av. 25 Abril, 22, 2-D, 2795-196 Linda-a-Velha, Portugal, Visite: Fitini.NET ConsultinG

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Sexta-feira, Maio 15, 2009

 

A Gripe Suína H1N1 foi fabricada em laboratório?

* por Dr Leonard Horowitz

* Dr. Leonard Horowitz - Dr. Horowitz's theories about viruses and about the dangers of vaccination have been well-received in some quarters. On several websites besides Dr. Horowitz's own, Bo Gritz is quoted suggesting that he deserves a Nobel Prize. The Nation of Islam cautioned African-American parents about vaccination of their children, and Dr. Horowitz seems to have had significant influence on their decision to make this announcement. On May 28, 2008, Senator Barack Obama's former pastor at Chicago's Trinity United Church of Christ, Rev. Jeremiah Wright, mentioned Dr. Horowitz's Emerging Viruses: AIDS and Ebola in defense of a statement Wright had made during a sermon: that the U.S. Government “lied about inventing the HIV virus as a means of genocide against people of color...”

Quinta-feira, Maio 14, 2009

 

Lições de Susan Boyle

* por Tom Coelho

Lição de vida ou farsa midiática?
O que podemos aprender com o fenômeno Susan Boyle.

Duvidar de tudo ou acreditar em tudo são duas soluções igualmente convenientes;
ambas dispensam a necessidade de reflexão.
(Henri Poincaré)

É muito provável que você tenha ouvido falar de Susan Boyle. Trata-se de uma senhora escocesa que virou celebridade mundial após apresentar-se num programa de calouros na Inglaterra. De aparência descuidada, foi inicialmente menosprezada e ridicularizada pelo júri e a plateia até entoar de forma admirável, por alguns minutos, trecho de um musical, com direito a lágrimas e aplausos.

Em tempos de internet, o vídeo de sua apresentação correu o mundo, sendo acessado mais de 100 milhões de vezes ao longo de duas semanas. Ganhou verbete na Wikipédia, entrevistas em talk shows, contrato para gravação de um CD e cerca de 30 milhões de links no Google.

O sucesso ofuscou caso idêntico ocorrido dois anos antes, no mesmo programa, com o galês Paul Potts, que em circunstâncias similares cantou uma ária de ópera, sagrando-se posteriormente vencedor daquela edição da competição.

Ambos os episódios nos legam alguns ensinamentos e reflexões. Em princípio, sobre a necessidade singular de críticos em aplicar rótulos. Assim, houve quem se emocionasse a ponto de eleger os cantores como exemplos de superação, por demonstrarem elevada resiliência ao suportar a animosidade inicial da plateia, encantando-os em seguida. Mas houve também quem qualificasse tudo como uma farsa, haja vista que os produtores já deveriam conhecer previamente a capacidade dos candidatos.

Do ponto de vista motivacional, os eventos são, sim, louváveis, pois o inconsciente coletivo ganha refúgio em cada um destes personagens por representarem uma aspiração social comum à maioria das pessoas diante da iniciativa de se expor, do enfrentamento do medo de falar em público, do receio de ser hostilizado, da confrontação da baixa auto-estima e, por fim, da conquista do reconhecimento.

Se formos tomar os eventos como produções forjadas para enaltecer os espectadores, mérito de seus organizadores por identificarem os talentos, dar-lhes a oportunidade, construírem um cenário favorável, agradarem os presentes e conseguirem uma exposição na mídia digna de inveja aos maiores comunicadores.

Todavia, que não se obscureça uma verdade irresoluta. Vivemos uma ditadura da imagem que age como um filtro na vida em sociedade. Continuamos a ser julgados pela embalagem antes mesmo de ser possível apresentar seu conteúdo. Esta é a regra, não a exceção, tanto que a própria Susan Boyle apareceu dias depois com visual repaginado, ostentando novo corte de cabelo e trajes bem alinhados.

Que fique uma última lição para o mundo empresarial. Não cabe a recomendação do “seja você mesmo, ainda que tenha um estilo excêntrico, sem se importar com o que pensam os demais”. Nos dias atuais, isso seria suicídio corporativo. Deve-se evitar, é claro, a perda da autenticidade, mas em termos de marketing pessoal, vale lembrar as palavras do publicitário Ckuck Lieppe que dizia: “Aparentar ter competência é tão importante quanto a própria competência”.

* Tom Coelho é autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, além de consultor, professor universitário e palestrante. Com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela FEA/USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac. Diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br

 

Notícias Arrepiantes em Portugal

* por Castanheira Barros, Advogado

Segundo notícia da Lusa editada em 13.05.2009 e captável em Notícias Arrepiantes , « O primeiro-ministro considerou «arrepiantes» as recentes notícias sobre práticas de gestão fraudulenta no Banco Privado Português (BPP) e no Banco Português de Negócios (BPN) » .

Falta agora saber desde quando é que são do conhecimento do Banco de Portugal e do Governo essas notícias arrepiantes .

* * *

FERREIRA LEITE FALA EM « CLIMA DE MEDO »

A Drª Ferreira Leite fala em « clima de medo » . Se sente medo deve dar o lugar a outro .

Na política não há lugar para quem tem medo . O PS e Sócrates não metem medo a ninguém .

Drª Ferreira Leite deixe o medo para os corruptos e outros bandidos .

* Dr. Castanheira Barros, Advogado
Rua do Padrão 112 2º, 3000 - 312 Coimbra, Portugal
Tel. +(351) 239 / 723948 Telem: +(351) 96 / 7001667
castanheira@mail.com, castanheirabarros@hotmail.com

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